CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Entrevista: Biodiversidade e Emergência Climática no Sul Fluminense

Publicado em: maio 22, 2026 | Por Johnes Hebert


Johnes Hebert:
Professor Rodney, hoje 22 de maio é o Dia Internacional da Biodiversidade. Quando pensamos nessa data, a tendência geral é imaginar florestas distantes, mas o impacto real começa muito mais perto de nós. Como o senhor conecta essa discussão global com a nossa realidade local e com a infância de quem cresceu nas nossas cidades?

Professor Rodney: Johnes, hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade, e eu queria começar lembrando da gente. Das crianças que brincam na rua de terra, dos quintais com pé de manga, dos rios que um dia deu para tomar banho. A preservação não é algo abstrato. Cada espécie que some leva junto um pedaço desse chão. Some o caranguejo do mangue, some o peixe do rio, some a árvore que dava sombra na calçada. E quem sente primeiro é quem mora aqui. A perda da natureza afeta diretamente a nossa qualidade de vida e a nossa memória afetiva.

Johnes Hebert: O senhor conhece profundamente a realidade do interior e da Região Sul do estado, inclusive por sua trajetória acadêmica e profissional de quase uma década na região. Como essa experiência direta no território moldou a sua visão sobre a gravidade das mudanças climáticas que estamos testemunhando?

Professor Rodney: Essa vivência me deu a certeza de que o problema batendo à porta. Eu trabalhei por praticamente 8 anos em Engenheiro Paulo de Frontin, no campus do IFRJ de lá, e conheço de perto a vulnerabilidade e o ecossistema da nossa região. Já gravei no Efemérides com o biólogo Mário Moscatelli (fonte: https://www.youtube.com/watch?v=NhSGbJisi8E), referência nacional em recuperação de manguezais, e ele trouxe um dado que arrepia: a Nasa projeta que o mar vai subir entre 12 e 22 centímetros no litoral do Rio até 2050. Parece pouco. Mas nas nossas cidades, onde a água da chuva já invade casa devido ao relevo e ao escoamento saturado, esses centímetros viram desastre. O Sul do estado sofre com as cabeças d'água, o transbordo de rios e as enxurradas que castigam as áreas mais baixas. A periferia inunda antes, perde móvel antes, adoece antes. É uma conta que sempre sobra para o trabalhador.

Johnes Hebert: Diante de um cenário tão alarmante, que o senhor acompanhou de perto no dia a dia do Sul Fluminense, falar sobre o problema já não basta. O que motivou o senhor a dar esse passo à frente e trazer essa bagagem para o campo prático e institucional?

Professor Rodney: Foi por causa dessa urgência, que vi e vivi na pele e na pesquisa, que eu escolhi me filiar ao Partido Verde. Não como rótulo, como compromisso, pois a pauta ambiental precisa de gente disposta a brigar por ela todo dia. Não podemos mais tratar o clima e a natureza como promessas distantes de palanque. O Sul Fluminense precisa de enfrentamento real, de proteção para as nossas encostas, de preservação dos nossos recursos hídricos e de voz ativa na política para impedir que o pior aconteça com a nossa gente.

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