CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Anistia Internacional ocupa entorno de órgãos de justiça e segurança no Rio

Publicado em: abril 24, 2026 | Por Johnes Hebert

 


Organização instala peças de OOH próximas à ALERJ, Ministério Público e Secretaria de Segurança com materiais de aulas canceladas transformados em alvos de tiro;

Anistia Internacional estima que estudantes tenham perdido cerca de 50 dias letivos apenas no último ano por conta de confrontos armados


Rio de Janeiro, abril de 2026 – A Anistia Internacional iniciou uma série de intervenções urbanas em pontos estratégicos do Rio de Janeiro, próximos a espaços de circulação de autoridades do sistema de justiça e de segurança pública. A ação integra a campanha “Educação no Alvo” e utiliza mobiliário urbano e peças de mídia out-of-home (OOH) nas proximidades da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público para expor como o direito humano à educação tem sido violado pela frequência de operações policiais e de confrontos armados no estado.
 

As intervenções apresentam materiais didáticos que seriam utilizados, caso as aulas não tivessem sido canceladas, transformados em alvos de tiro, simbolizando o impacto direto da insegurança pública no cotidiano escolar e no aprendizado de milhares de estudantes.
 

A mobilização ocorre em um momento político relevante, buscando incidir no debate público sobre segurança com base em seus efeitos concretos na vida de crianças e adolescentes, de suas famílias e de suas comunidades.
 

A primeira etapa da ação foi exibida em um dos maiores painéis de OOH do país, localizado no Jardim de Alah, ampliando o alcance da denúncia sobre a interrupção recorrente do calendário escolar.
 

O projeto se baseia no cruzamento entre o calendário escolar de 2025 e os registros de tiroteios no estado. A estimativa é de que estudantes tenham perdido cerca de 50 dias letivos apenas no último ano, em função de episódios de violência extrema, como tiroteios, ameaças e operações policiais.
 

Ao ocupar espaços próximos a centros de decisão, a organização busca evidenciar que, hoje, o funcionamento das escolas em diversos territórios é condicionado pela dinâmica da violência, e não pelas diretrizes educacionais.
 

A campanha também apresenta o documentário Cartas pela Paz, dirigido por Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger, em parceria com a Redes da Maré, organização de referência na defesa de direitos nas favelas do Rio de Janeiro. No filme, crianças moradoras de favelas escrevem cartas ao Supremo Tribunal Federal.
 

As violações de direitos humanos são os principais alvos da Anistia Internacional. A situação no Rio de Janeiro representa uma oportunidade para a organização atuar mobilizando a sociedade e cobrando os órgãos de controle, como o Ministério Público, para que essa história seja interrompida.


 




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