Organização instala peças de OOH próximas à ALERJ, Ministério Público e Secretaria de Segurança com materiais de aulas canceladas transformados em alvos de tiro; Anistia Internacional estima que estudantes tenham perdido cerca de 50 dias letivos apenas no último ano por conta de confrontos armados
As intervenções apresentam materiais didáticos que seriam utilizados, caso as aulas não tivessem sido canceladas, transformados em alvos de tiro, simbolizando o impacto direto da insegurança pública no cotidiano escolar e no aprendizado de milhares de estudantes. A mobilização ocorre em um momento político relevante, buscando incidir no debate público sobre segurança com base em seus efeitos concretos na vida de crianças e adolescentes, de suas famílias e de suas comunidades. A primeira etapa da ação foi exibida em um dos maiores painéis de OOH do país, localizado no Jardim de Alah, ampliando o alcance da denúncia sobre a interrupção recorrente do calendário escolar. O projeto se baseia no cruzamento entre o calendário escolar de 2025 e os registros de tiroteios no estado. A estimativa é de que estudantes tenham perdido cerca de 50 dias letivos apenas no último ano, em função de episódios de violência extrema, como tiroteios, ameaças e operações policiais. Ao ocupar espaços próximos a centros de decisão, a organização busca evidenciar que, hoje, o funcionamento das escolas em diversos territórios é condicionado pela dinâmica da violência, e não pelas diretrizes educacionais. A campanha também apresenta o documentário Cartas pela Paz, dirigido por Mariana Reade, Thays Acaiabe e Patrick Zeiger, em parceria com a Redes da Maré, organização de referência na defesa de direitos nas favelas do Rio de Janeiro. No filme, crianças moradoras de favelas escrevem cartas ao Supremo Tribunal Federal. As violações de direitos humanos são os principais alvos da Anistia Internacional. A situação no Rio de Janeiro representa uma oportunidade para a organização atuar mobilizando a sociedade e cobrando os órgãos de controle, como o Ministério Público, para que essa história seja interrompida.
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