CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

SETOR DE ÓLEO E GÁS REJEITA AS NOVAS TRIBUTAÇÕES

Publicado em: janeiro 10, 2024 | Por Johnes Hebert

 

 

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), principal entidade que representa o setor de O&G no país, destaca a importância da indústria do petróleo para a economia brasileira, por meio da geração de emprego, renda e da grande contribuição fiscal em tributos, royalties e participações especiais.

 

Somente em 2023, a indústria brasileira de óleo e gás pagou R$ 92,2 bilhões (53,6 bilhões em Royalties e R$ 38,6 bilhões em Participação Especial), segundo dados da ANP. São importantes recursos financeiros que auxiliam União, Estados e Municípios no cumprimento de suas metas fiscais e no desenvolvimento de políticas públicas.

 

O setor de O&G foi responsável por 10% do PIB industrial brasileiro em 2020, segundo dado mais recente da CNI. Além disso, as exportações de petróleo e derivados geraram um superávit de US$ 80 bilhões nos últimos quatro anos (2020-2023) na balança comercial do país, sendo o segundo principal item na pauta exportadora.

 

Entre 2022 e 2031, o setor investirá US$ 183 bilhões em projetos de exploração e produção e deve sustentar uma média de 445 mil postos de trabalho por ano no segmento até 2031. No mesmo período, o segmento de exploração e produção deverá arrecadar mais de R$ 3 trilhões (cerca de US$ 620 bilhões) em tributos e participações governamentais. A carga tributária no setor é altíssima – em torno de 70% - que propicia uma grande arrecadação de tributos, royalties e participações especiais. Ainda assim, os Governos promovem aumentos na carga tributária.

 

A Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (TFPG) aprovada, em dezembro de 2023, pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, e o Imposto Seletivo, criado na Reforma Tributária, trazem riscos importantes para Estados e a sociedade.

 

As novas cobranças impactam decisões de investimentos de empresas e de potenciais investidores, afetando a atratividade do setor de óleo e gás no Brasil com prejuízos à competitividade do país frente a outras regiões no mundo que disputam aportes de capital em projetos de óleo e gás.

 

Novos tributos nas atividades de exploração, produção e comercialização de petróleo e gás, além de impactar na atração de investimentos, afetam ainda a segurança jurídica e a confiança de agentes e investidores no mercado brasileiro, com impactos negativos em médio e longo prazos na indústria.

 

O IBP e seus associados acreditam que o desenvolvimento sustentável e contínuo da indústria brasileira de óleo e gás passa por um ambiente de negócios que preza pela estabilidade de regras, pelo diálogo entre agentes públicos e privados, e por ações que continuem a atrair os investimentos para o setor.







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