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CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Adubos orgânicos podem contribuir para reduzir dependência de fertilizantes importados

Publicado em: janeiro 17, 2024 | Por Johnes Hebert

 

Produtos têm condições de complementar em até

50% o uso de minerais em numerosas culturas
 

Fertilizante orgânico da Tera Nutrição Vegetal (Foto: Rolandro Benini)

 

Os adubos orgânicos têm potencial para ajudar no êxito do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), cuja nova concepção foi apresentada recentemente pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Avaliação é do engenheiro agrônomo Fernando Carvalho Oliveira, responsável técnico pelos adubos da Tera Nutrição Vegetal.

 

O especialista explica que o produto contribui muito para a melhoria das características químicas, físicas e biológicas do solo, possibilitando ganhos de produtividade. “Além disso, o que é muito importante, se administrado conjuntamente, pode complementar/reduzir em até 50% o uso de fertilizantes minerais, dos quais o Brasil importa cerca de 87% do total que utiliza, ao custo elevadíssimo de US$ 25 bilhões anuais”.
 

Portanto, a ampliação do uso dos orgânicos é congruente com a meta do PNF, de contribuir para a redução da dependência externa, de modo que, até 2050, a produção nacional passe a suprir cerca de metade da demanda brasileira. Esses objetivos são ainda mais relevantes se for considerado o quadro geopolítico mundial, pois países atualmente envolvidos em conflitos, como Ucrânia, Rússia e Israel, são produtores importantes de fertilizantes minerais. Ademais, as guerras costumam provocar problemas logísticos no comércio internacional, dificultando o transporte, que também podem sofrer aumento nos custos. Isso ocorre com o petróleo, commodity que exerce uma influência significativa nos custos e na produção de fertilizantes, que já registrou alta nos preços devido ao conflito entre Israel e Hamas.
 

O engenheiro agrônomo explica que a Tera Nutrição Vegetal é responsável pela representação e comercialização dos fertilizantes orgânicos compostados produzidos pela Tera Ambiental, da qual é uma unidade de negócios. “Além de ambientalmente sustentáveis e um exemplo perfeito de economia circular, uma que vez que têm origem na reciclagem de resíduos orgânicos urbanos, industriais e agroindustriais processados na Estação de Tratamento de Esgotos de Jundiaí, no interior paulista, o grande potencial desses produtos está em seu conteúdo de matéria orgânica, substâncias húmicas, microrganismos, macro e micronutrientes”.
 

Por isso, os fertilizantes orgânicos proporcionam múltiplos benefícios ao sistema solo-planta, desde os aspectos nutricionais dos vegetais e melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas da terra, promovendo ganhos de produtividade. Podem ser utilizados em quaisquer culturas. Destacam-se o café, cana-de-açúcar, grãos, citros, frutíferas tropicais e de clima temperado, florestas de eucalipto, hortaliças, tubérculos, pastagens, parques, jardins, floreiras e plantas ornamentais.
 



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