Por terem audição muito mais sensível que a dos humanos, cães e gatos sofrem com os ruídos das festas e fogos de artifício. Saiba como amenizar o medo e ansiedade e evitar que eles se envolvam em acidentes durante os eventos esportivos
“Os pets possuem audição muito mais sensível do que a humana, o que faz com que sons altos e repentinos sejam percebidos com mais intensidade. Esses estímulos sonoros geram sofrimento emocional, pois eles associam sons altos e inesperados a perigo”, explica Cintia Ghorayeb, especialista do Veros Hospital Veterinário. Os sinais de medo e ansiedade variam: alguns pets apresentam tremor, ofegação ou salivação excessiva. Enquanto uns se escondem embaixo de móveis em postura encolhida, outros ficam inquietos, vocalizam mais do que o normal ou tentam fugir. “O estresse pode desencadear comportamentos agressivos, hipervigilância, perda de apetite, vômito e eliminação de fezes e urina. A saúde também pode ser impactada, com aumento da pressão arterial, taquicardia, crises respiratórias e episódios convulsivos, especialmente em animais idosos ou com doenças cardíacas e neurológicas”, destaca Cintia. Em pânico, os bichinhos podem ter reações inesperadas. Ao tentar fugir, muitos ficam presos em portas, portões e janelas; quebram objetos e se cortam ou ferem. Se escapam para a rua, há os riscos de atropelamento e comprometimento da audição, caso o fogo de artifício estoure muito próximo a ele. Para garantir a segurança e bem-estar do seu pet, adote as seguintes medidas de acolhimento e prevenção:
2. Use sons ambientes para abafar os barulhos externos 3. Deixe o pet escolher onde quer ficar 4. Mantenha objetos familiares por perto 5. Use produtos específicos para aumentar o conforto Em casos de medo intenso, o acompanhamento veterinário é fundamental. Alguns animais podem precisar de treinamento comportamental para adaptação gradual a sons ou até medicações específicas para controle da ansiedade. “O uso de calmantes nunca deve ser feito sem orientação profissional. Alguns medicamentos podem causar efeitos adversos importantes e mascarar o sofrimento sem realmente reduzir o medo”, alerta Cintia Ghorayeb.
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