CEO Juventude Barra Mansa
CEO & Diretor de Conteúdo

Johnes Hebert Victal Evangelista

Liderando a comunicação da Juventude Barra Mansa/RJ. Especialista em Educação e Direitos Humanos. Acadêmico Imortal pela ACILBRAS (Cadeira nº 1356) e Defensor da Cultura Mundial, Johnes é Licenciado em Letras e Pedagogia, com especialização em Universidade Federal. Líder estudantil de projeção nacional, foi protagonista na entrega da carta em defesa do PRONATEC à Presidência da República. Avaliador científico (FEMIC/UFCA) e autor com publicações internacionais na Colômbia e em editoras de alto impacto, possui expertise em Inovação Educacional e Gestão de Políticas Públicas. Sua atuação une o rigor acadêmico à mobilização social, consolidando a Juventude-BM como uma fonte de informação auditada, técnica e comprometida com a transparência pública diretamente do Sul Fluminense para o mundo.

Nem a Copa escapa: medo da imigração nos EUA já afasta turistas estrangeiros

Publicado em: maio 16, 2026 | Por Johnes Hebert

 

A realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos deveria representar um dos maiores impulsos econômicos da década para o país. A expectativa é de bilhões de dólares movimentados pelo turismo internacional, além do aumento expressivo na circulação de estrangeiros durante o evento. Mas um novo fenômeno começa a preocupar especialistas, onde os turistas estão com medo da imigração americana, e acabam reconsiderando viagens ao país, inclusive para assistir à Copa.

 

Nos últimos meses, relatos sobre abordagens rigorosas em aeroportos, fiscalização de celulares, aumento de interrogatórios na imigração e casos de barramento mesmo com visto válido passaram a circular com força nas redes sociais e na imprensa internacional. O cenário é o que provoca a insegurança em estrangeiros que planejavam viajar aos EUA, especialmente em um momento de endurecimento do discurso migratório no país.

 

Mas afinal, o medo é exagero ou realmente existem riscos para turistas brasileiros e estrangeiros? E mais, o que pode levar alguém a ser barrado na imigração americana mesmo estando aparentemente com toda a documentação correta?

 

Para o advogado especialista em imigração Diego Felis Sales, o problema vai além da burocracia migratória tradicional e já começa a impactar o comportamento de turistas, estudantes e até investidores internacionais.

 

“A imigração americana deixou de ser vista apenas como um processo burocrático e passou a gerar receio real em parte dos estrangeiros. Hoje, muitos turistas têm dúvidas sobre até onde vai a fiscalização e o que pode ser interpretado como inconsistência na entrada no país”, explica.

 

Diego também explica que alguns comportamentos aparentemente simples podem acender alertas durante a entrada nos Estados Unidos.  Então, para identificar se sua viagem aos EUA pode estar em risco, procure responder a essas perguntas:

 

Sua viagem é compatível com o tipo de visto emitido?

Você consegue comprovar financeiramente sua permanência no país?

O tempo da viagem faz sentido para o objetivo informado?

Há mensagens, contatos ou informações no celular que possam contradizer o motivo da viagem?

Você já ficou mais tempo do que o permitido em viagens anteriores?

Sua hospedagem e roteiro estão claros?

Existe qualquer indício de intenção de trabalho irregular nos EUA?

 

“Ter o visto aprovado não significa entrada garantida. A decisão final acontece na imigração, no momento do desembarque”, alerta Sales.

 

Outro ponto que tem gerado apreensão é a possibilidade de inspeção de dispositivos eletrônicos durante a entrada no país. Embora o procedimento não seja aplicado em todos os passageiros, ele pode acontecer em situações específicas, principalmente quando agentes identificam inconsistências nas informações apresentadas pelo viajante.

 

Segundo o advogado, muitas pessoas ainda desconhecem que conversas, e-mails, currículos ou mensagens relacionadas a trabalho informal podem gerar suspeitas migratórias dependendo do contexto. “O maior erro é acreditar que a imigração avalia apenas documentos. Hoje existe uma análise comportamental muito mais ampla”, afirma.

 

Com isso, especialistas apontam que a preocupação em torno da imigração americana já ultrapassa o campo jurídico e começa a influenciar diretamente decisões de turismo, intercâmbio e negócios internacionais. Em meio à expectativa pela Copa do Mundo de 2026, o aumento da sensação de insegurança entre estrangeiros pode representar um desafio para os próprios Estados Unidos, que tentam consolidar sua imagem como principal destino global para grandes eventos e oportunidades econômicas.

 

 


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