Com o Dia do Hambúrguer, celebrado hoje, um levantamento da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, mostra que, entre 2023 e abril de 2026, foram identificados 975.983 itens de hambúrgueres congelados em notas fiscais de supermercados. Na mesma janela temporal, as hamburguerias registraram mais de 4 milhões de transações com cartões VR.
O estudo considera duas bases de dados distintas: uma formada por notas fiscais de compras em supermercados, escaneadas pelos trabalhadores no SuperApp VR para receber cashback e ter acesso a promoções, independentemente do meio de pagamento utilizado; e outra composta por transações realizadas com cartões VR nos restaurantes especializados. Embora os volumes não sejam diretamente comparáveis, os dados indicam a presença do lanche em duas ocasiões relevantes de consumo: a praticidade de levar para casa e a experiência de comer fora.
Nos supermercados, o preço do hambúrguer congelado se manteve relativamente estável ao longo da série, o valor médio foi de R$ 9,92 no período analisado. Considerando também outros itens usados no preparo do lanche em casa, a muçarela, na média, ficou em R$ 13,75 e R$ 9,15 para o pão específico para a montagem. Com isso, a combinação de hambúrguer congelado, pão e queijo chega a R$ 32,82 no supermercado.
Já nas hamburguerias, a média avançou ano a ano: passou de R$ 48,40 em 2023 para R$ 57,16 em 2024, R$ 62,83 em 2025 e R$ 70,85 nos quatro primeiros meses de 2026. Na média do período total, o consumo em estabelecimentos especializados ficou em R$ 46,93, valor 43% superior ao kit formado por pão+carne+queijo do supermercado. O cálculo das hamburguerias considera o valor total consumido no local, incluindo outros itens do pedido.
O levantamento indica, porém, que os dois formatos não funcionam como substitutos diretos. “Supermercado e hamburgueria ocupam espaços diferentes na rotina do trabalhador. Enquanto o hambúrguer preparado em casa aparece mais associado à praticidade e ao consumo cotidiano, a ida à hamburgueria tende a envolver uma experiência de lazer e encontro com familiares e amigos, o que ajuda a explicar os tíquetes mais altos”, afirma Cássio Carvalho, diretor-executivo de negócios da VR. |